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sábado, 20 de dezembro de 2014

Os retornados


Autor: Júlio Magalhães
Ano: 2008
Editora: Esfera dos livros
Número de páginas: 312

Lido entre 09/12/2014 e 20/12/2014 (12 dias)
Classificação: 3/5


Opinião:
Este livro foi-me emprestado pela minha irmã. Não tinha lido nada sobre o livro, nem sinopse, nem nada. Decidi ler este livro apenas por ser de Júlio Magalhães e eu ter interesse em conhecer um bocadinho sobre a sua escrita. Tenho a certeza que se tivesse lido alguma coisa antes, não me teria interessado pelo livro. Por isso, ainda bem que fui completamente às cegas.
Achei o livro super simples, com montes de coincidências e reencontros entre as personagens, para que a história terminasse bem. Nesse ponto, talvez tenha sido exagerado. Mas, por outro lado, se as personagens não se tivessem sempre encontrado, ficaríamos sem saber o que lhes teria acontecido.
Gostei especialmente da parte histórica, das descrições sobre as pessoas que vinham de Angola, as condições que tinham de enfrentar e o estado em que ficou aquele país de onde as pessoas saíam. Confesso que não fazia a mínima ideia de como estas coisas se tinham passado.



Sinopse:
"Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida."

domingo, 14 de dezembro de 2014

A casa quieta


Autor: Rodrigo Guedes de Carvalho
Ano: 2005
Editora: D. Quixote
Número de páginas. 263

Lido entre 11/11/2014 e 08/12/2014 (28 dias)
Classificação: 2/5


Opinião:
Quando a minha irmã me emprestou o livro, avisou-me logo que era um bocado seca. Mas sinceramente pensava que ia ser pior. :p
Ao ler este livro, senti-me a ler "A aparição" de Vergílio Ferreira, quando eu andava no 12.º ano. Não sei muito bem o motivo de ter-me parecido esse livro, mas penso que deve ter sido no sentido em que a história é um bocado confusa.
Não é fácil escrever um livro como "A casa quieta". O tipo de escrita não é sempre igual. Nuns capítulos usa uma escrita normal, com a pontuação correta. Noutros capítulos a escrita é quase toda seguida e não há parágrafos. Aliás, nesses capítulos quase nem há pontos finais. Por fim, noutros capítulos, há uma confusão de ideias que se vão intercalando, e as frases vão ficando a meio. Será que os outros livros de Rodrigo Guedes de Carvalho são assim também?
O desenrolar da história não segue a sequência normal. Inicialmente, achei piada ao facto que andar para trás. Pensei que fosse o livro todo assim. Mas, afinal, tanto se conhecem acontecimentos recentes como mais atrasados.
Quanto às personagens, fiquei com pena de não ter feito um esquema entre elas, registando alguns graus de parentesco e referências, porque, a certa altura, já não me lembrava bem de quem era casado com quem, quais eram os nomes dos irmãos, e a quem tinha acontecido tal situação. A minha dificuldade na questão das personagens deveu-se ao facto de ter demorado quase um mês a ler o livro, mas também porque a história não seguiu a sua sequência normal.
Não achei que a história fosse nada de especial e chega a ser bastante deprimente.


Registei estas frases:
"Apesar desta consciência de lâmina que a idade nos trouxe, a que chamam maturidade, que nos permite às vezes ver como éramos, em vez de simplesmente sermos, sem saber se nos importamos com o que somos."
"O problema das montanhas é que só conseguimos ver o que está do outro lado quando lá chegamos. É fácil dizer hoje que não mudaríamos nada ou que faríamos tudo diferente. É fácil porque não adianta."


Sinopse:
"A Casa Quieta é uma história de despedida e mágoa, onde uma vida fica a parecer pouco para o tanto que se tinha ainda para dizer e fazer. Salvador e Mariana perceberam a dada altura que, o amor não é de todo suficiente mas é a melhor razão para que a vida possa existir."

Não gostei da sinopse que encontrei, por isso acrescento esta opinião retirada daqui:
"O livro apresenta uma história de silêncio e de solidão. Do modo como a solidão pode ser vivida no vazio de uma casa, num relacionamento ou na morte de alguém.
A Casa Quieta não é um romance de fácil leitura, faltam por vezes encadeamentos lógicos na maneira de expor aquilo que pensa, somos forçado a entrar na mente do escritor, pensar como ele pensa, ver como ele vê. Acima de tudo, Rodrigo Guedes de Carvalho, tem neste livro, uma escrita cerebral. O livro toca a temática da inevitabilidade da morte, assunto tantas vezes focado na literatura, de uma forma agonizante e por vezes cruel. Estando a casa quieta durante toda a história, as personagens num processo contínuo de analepses e prolepses entram em dor, com recurso aos temas do cancro, morte, adultério.
A Casa Quieta é um livro desassossegado, que nos recorda que as memórias não trazem consolo, nem sempre a recordação significa quietude e calma. É uma escrita que consome a mente e dificulta o pensamento, como que sendo inebriante pela (pouca) fluidez das palavras.
Não sendo um mau livro, depende do estado de espírito."

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A rainha



Autor: Meg Clothier
Ano: 2011
Editora: Planeta
Número de páginas: 292

Lido entre 26/10/2014 e 06/11/2014 (12 dias)
Classificação: 3/5 


Opinião:
Este livro foi ganho num passatempo pelo Kiko.
Sinceramente, o Romance Histórico não é um dos estilos que eu mais aprecio. 
Apesar de ter achado o enredo pouco interessante (época medieval, guerras, torturas, conquista de territórios, ...) a leitura até foi fluída, pois li o livro em apenas 12 dias (para mim é bastante bom).
Tenho pena de só ter sabido no final que muitas das cenas do livro foram mesmo reais. Se tivesse sabido logo, acho que eu teria gostado mais.


Sinopse:
"Durante vinte anos o rei Giorgi defendeu o trono do seu frágil reino contra todos os invasores. Agora, às portas da morte, o soberano enfrenta uma nova ameaça: não tem um filho que lhe suceda, apenas uma filha, Tamara, uma rapariga esperta, indómita e corajosa.
Quando uma revolta ameaça a vida de Tamara, é enviada para as montanhas disfarçada de rapaz, até que uma traição devastadora a coloca nas mãos dos inimigos. A sua fuga corajosa convence Giorgi de que deve ser a sucessora, mas os nobres sentem-se ultrajados, pois nunca foram governados por uma mulher.
Enquanto o pai vive, Tamara está protegida das forças hostis que a rodeiam, mas quando morre fica sozinha e tem de arranjar forças para controlar as facções que se defrontam na corte e atingir não só o respeito dos amigos como o medo dos inimigos. Para conquistar os objectivos tem de casar com um homem que os mais velhos aprovem.
Porém, o seu coração pertence a um temerário rapaz das montanhas, um pobre partido para uma rainha.
Com a rebelião a fermentar nas suas terras e os inimigos a assolarem-lhe as fronteiras, Tamara tem de escolher entre o homem que ama e o país que adora..."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Paixões à solta


Autor: Jill Mansell
Ano: 2012
Editora: Chá das cinco
Número de páginas: 393

Lido entre 18/09/2014 e 25/10/2014 (38 dias)
Classificação: 4/5


Opinião:
Não tenho ideia de ter demorado tanto tempo a ler este livro, mas se é o que tenho anotado, é porque é verdade...
Depois de ter lido "A praia do destino" de Anita Shreve, resolvi pegar num livro com uma escrita mais leve, para que o marido não mande boquinhas que eu só leio livros com dramas. :p
Jill Mansell tem uma escrita que eu adoro! Adoro especialmente o sentido de humor. Tentei contar o número de "piadas" que havia por página, mas depois de contar 3 "piadas" num só parágrafo, desisti da contagem. :p É que há cada situação tão caricata e hilariante, que só mesmo lendo.


Sinopse:
"Daisy MacLean é a diretora de um delicioso hotel rural. 
Desde que o seu marido infiel morreu num acidente de carro, tem-se mantido solteira e boa rapariga. Mas agora não confia em homens bonitos e charmosos, e é por isso que a antiga estrela de rugby, Dev Tyzack, não tem nenhuma hipótese em a conquistar. Pensa ela… 
Infelizmente o passado de Daisy está a intrometer-se no seu futuro. Quando menos espera, aparece Barney, o porteiro, com algo que pertencera ao marido que Daisy pensava ter conseguido esquecer. 
E para aumentar a confusão, não faltam outras personagens excêntricas como Tara, a criada sempre infeliz no amor; Dominic, cujo casamento se vai realizar no hotel mas que já não quer aquela noiva; ou o próprio pai de Daisy que mantém uma relação secreta. 
Desta caótica torrente de paixões à solta só poderá resultar um grande desastre. Ou talvez não!"

sábado, 6 de dezembro de 2014

A praia do destino


Autor: Anita Shreve
Ano: 2004
Editora: ASA
Número de páginas: 414

Lido entre 22/08/2014 e 17/09/2014 (27 dias)
Classificação: 4/5


Opinião:
Escrever em dezembro a opinião de um livro que li em agosto, não é nada fácil...
Foi um livro conseguido através do Winkingbooks.
Nunca tinha lido nada desta autora. Não posso dizer que tenha ficado completamente fã dela, mas não desgostei, de maneira nenhuma. 
Escolhi o livro sem ter lido nada da sinopse; apenas por ter sido escrito por Anita Shreve.
As primeiras páginas (se calhar, 100 páginas) foram uma valente seca. A história não desenvolvia e ponderei seriamente deixar o livro por ali. No entanto, uma das minhas regras é: não desistir de um livro. Por isso, tive de continuar a lê-lo. E não me arrependi! A classificação de 4 estrelas demonstra isso mesmo! O livro chegou a ser tão interessante que "tinha" que partilhar o desenrolar da história com o meu marido... que não está minimamente interessado nas minhas leituras. :p
Gostei bastante e recomendo!


Sinopse:
"A arrebatadora história de um amor impossível. Uma meditação sobre o erotismo feminino e os preconceitos sociais.
Olympia Biddeford é a filha única de um proeminente casal de óston – uma jovem precoce a quem o pai afastou das instituições académicas com o objectivo de lhe garantir uma educação refinada e pouco convencional. No Verão de 1899, Olympia tem quinze anos e a sua vida está prestes a mudar para sempre. Cheia de ideias e entusiasmada com os primeiros arrebatamentos da maturidade, é admitida no círculo social do pai, que contempla artistas, escritores, advogados e, entre eles, John Haskell, um médico carismático. Entre ambos nasce uma impensável e arrebatadora paixão. Sem ter em conta o sentido das conveniências ou da auto-preservação, Olympia mergulha de cabeça numa relação cujos resultados serão catastróficos - John tem quarenta anos, é casado e pai de quatro filhos…"


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um homem com sorte


Autor: Nicholas Sparks
Ano: 2008
Editora: Presença
Número de páginas: 292

Lido entre 20/08/2014 a 21/08/2014 (2 dias)
Classificação: 5/5


Opinião:

Já há imenso tempo que um livro não me cativava tanto, que me fazia arranjar mil e uma desculpas durante o dia para ler mais um bocadinho! Adorei mesmo! 
Comparando a minha opinião entre este e outros livros de Nicholas Sparks, acho que este está ao mesmo nível de "Juntos ao Luar", que foi um livro que também adorei.
Podia ter lido o livro todo naquele dia em que iniciei, mas a lanterna para ler à noite falhou e eu tive de guardar as últimas páginas para ler de manhã.
Quanto ao final, foi mais um que eu achei ser nada previsível. 
A única crítica prende-se com algumas gafes na tradução, que espero que sejam apenas nesta edição: frases com má concordância masculino ou feminino, falta de palavras em algumas expressões (por exemplo "à beira de"), gafes noutras palavras (por exemplo "una" em vez de "uma")...


Sinopse:
"Depois de um ano de interregno Nicholas Sparks regressa com o seu mais recente romance para encantar os leitores portugueses. Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar… A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo. De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino. "

sábado, 6 de setembro de 2014

Nunca me esqueças


Autor: Lesley Pearse
Ano: 2008
Editora: ASA
Número de páginas: 432

Lido entre 08/08/2014 e 18/08/2014 (11 dias)
Classificação: 3/5


Opinião:
Fiquei bastante desiludida com o livro. Nunca tinha lido nada de Lesley Pearse, mas como é daquelas autoras muito conceituadas, ia com bastantes expetativas em relação aos livros dela. Pode ser que mude de ideias num próximo livro.
Primeiro, a capa engana muito. Dá ideia que é um romance todo "romântico", quando a própria história não tem nada de nada a ver com isso.
O tema é diferente do que eu alguma vez tinha lido, pois tem a ver com a colonização da Austrália. Confesso que essa parte foi a única que me interessou, pois nunca tinha pensado como poderia ter sido. Durante a história, havia 3 personagens que iam escrevendo os seus relatos, ou o "diário de bordo" da viagem, o que me levou a crer, e no fim do livro a confirmar, que era baseado em factos reais. Só isso serviu para dar 3 estrelas na classificação.
Mas não gostei da personagem ser demasiado "boa". Ela era sempre a melhor. Todos a admiravam sempre. Todos os outros eram maus, mesmo que tivessem as mesmas atitudes dela. Os outros podiam morrer, mas a ela nada lhe acontecia. 
Fiquei também desiludida com o final. Embora compreenda que tivesse de ser aquele, precisamente por ser baseado numa história real, ficaria mais satisfeita se tivesse tido um desfecho diferente.


Sinopse:
"Até onde iria por amor?
Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.
Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary - filha de humildes pescadores da Cornualha - traçou o seu destino ao roubar um chapéu.
O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.
Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse - a rainha do romance inglês - apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis."

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pedaços de ternura



Autor: Dorothy Koomson
Ano: 2011
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 448

Lido entre 22/07/2014 a 07/08/2014 (17 dias)
Classificação: 4/5


Opinião:
Este foi o primeiro livro que li de Dorothy Koomson. Depois de tantas críticas muito boas sobre esta autora, estava à espera de adorar a sua obra. Não é que não tenha gostado (aliás, até dei 4 estrelas na classificação), mas não gostei o suficiente para atribuir a classificação máxima. Apesar de ter sido uma história interessante, não me motivou o suficiente para eu não conseguir largar o livro. Mas, como ainda só foi o primeiro livro lido, tenho de dar o benefício da dúvida.
Como eu raramente (muito raramente mesmo) leio as sinopses dos livros antes de os ler, inicialmente, após as primeiras páginas, achei que se tratava de um livro sobre violência doméstica e até comentei com o marido: "acho que este livro vai ser assustador". Felizmente que não! :)


Sinopse:
"Quando Kendra Tamale volta par a Inglaterra vinda da Austrália, aluga um quarto a Kyle, um homem divorciado e pai de dois filhos, e começa a sua vida num novo emprego. Ela está ansiosa por um novo recomeço e por uma vida simples. Os filhos gémeos de 5 anos de Kyle, Summer e Jaxon, têm outros planos e rapidamente adoptam Kendra como a sua nova mãe, principalmente porque ela deixa-os comer marshmallows (doces) ao pequeno-almoço.
Kendra começa a fazer parte das suas vidas, embora esconda um doloroso segredo que a faz manter à distância todas as pessoas, principalmente crianças.
Então Kendra choca com o homem que partilha a seu terrível segredo e tudo se desmorona. A única forma de corrigir as coisas é confessar o erro terrível que ela fez todos aqueles anos atrás. Mas isso é uma coisa que ela jurou nunca fazer..."

domingo, 31 de agosto de 2014

O teu rosto será o último


Autor: João Ricardo Pedro
Ano: 2012
Editora: Leya
Número de páginas: 207

Lido entre 23/04/2014 a 13/05/2014 (21 dias)
Classificação: 2/5


Opinião:
Este livro foi-me oferecido pela Angélica, Patrícia, André e Mauro no meu aniversário de 2012.
João Ricardo Pedro venceu o Prémio Literário Leya. As críticas que li deste livro foram todas de pessoas que adoraram lê-lo. Mas eu não gostei. Pode ser ignorância minha, pode ser que não tenha percebido a profundidade da história. O que é certo é que terminei a leitura apenas porque nunca interrompo um livro que eu tenha começado a ler.
Não gostei dos palavrões: achei-os exagerados. Não me senti minimamente motivada a ler.
A única coisa de que gostei foi o final: o facto de todas aquelas histórias que pareciam estar ali completamente ao acaso, estarem, afinal, relacionadas. E só por isso dei 2 estrelas na classificação. 


Sinopse:
"Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu. Através de episódios aparentemente autônomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial. Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas, terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?"

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A melodia do adeus


Autor: Nicholas Sparks
Ano: 2009
Editora: Presença
Número de páginas: 368

Lido entre 14/02/2014 a 12/03/2014 (29 dias)
Classificação: 5/5


Opinião:
Mais um livro do Nicholas Sparks e mais um que dei 5 estrelas. Embora haja imensa gente que não goste da escrita deste autor, eu simplesmente adoro! Adoro a forma simples como escreve, como pega em situações do dia a dia e cria todo um enredo, a imprevisibilidade durante a história e no final (nunca se sabe se o final será feliz ou triste).
Já tinha visto o filme no cinema há uns anos. (ver aquiO facto de ter primeiro visto o filme, não motivou tanto a leitura, e é disso exemplo os 29 dias que demorei a ler.


Sinopse:
"Com apenas dezassete anos, Ronnie vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. 
Mas será em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will e se deixa tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. 
Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir… e curar."

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ouvir, falar, amar

Autores: Laurinda Alves, Alberto Brito sj
Ano: 2011
Editora: Oficina do livro
Número de páginas: 191

Lido entre 05/02/2014 e 13/02/2014 (9 dias)
Classificação: 2/5


Opinião:
Este livro estava na estante do marido há algum tempo. E, como ele quase não lê, deu-me o livro para eu o ler.
Na altura não conhecia o padre Alberto pessoalmente. Ou se o conhecia, não foi o suficiente para eu fazer a associação. Mas, uns meses após a minha leitura, o padre Alberto veio cá para a Póvoa e passei a "conviver" mais regularmente com ele. Acabei até por lhe dizer que tinha lido este livro!
Há uns anos, alguém comentava que, quando lia blogs de pessoas que conhecia, "ouvia vozes". Isto porque, normalmente, as pessoas escrevem como falam, usando as expressões que usam habitualmente. Após ter estado com o padre Alberto, fui reler algumas passagens do livro e senti isso: ao ler, consegue-se imaginar exatamente ele a dizer estas coisas.
O livro pertence claramente à categoria de "Desenvolvimento pessoal". Não sou grande fã deste género de livros, mas, a parte boa, é que serve para nos ajudar a refletir: sobre as coisas, as relações entre as pessoas, as situações que vivemos...
Procurei na internet opiniões sobre o livro (às vezes faço isso, para ter uma ideia se, em geral, as pessoas acharam o mesmo que eu), mas infelizmente não encontrei opiniões...


Sinopse:
"Pelos frutos se conhecem as árvores, eis um dos provérbios favoritos de Alberto de Brito, padre jesuíta especializado em Relações Humanas e Comunicação Interpessoal. Os frutos e as árvores são, porventura, um dos critérios mais seletivos em matéria de comunicação e aquele que permite medir e afinar a qualidade das relações. A metáfora serve para pais e filhos, professores e alunos, chefes e subordinados, em todos os universos pessoais, familiares e profissionais que habitamos e onde temos um papel a desempenhar. Manter o ar limpo nas relações é essencial e importa aprender a calibrar a luz e a sombra, bem como a distância e a proximidade necessárias para colher bons frutos. O nosso ecossistema é complexo e é preciso tratá-lo com carinho e respeito, como diz Alberto de Brito nesta série de conversas sobre comunicação e relações humanas. Laurinda Alves viajou até Bruxelas, ao encontro de Alberto de Brito, e o jesuíta respondeu a muitas das suas interrogações, abrindo novos caminhos a novas perguntas, ou não fosse ele um especialista em Comunicação e Relações Humanas. No encontro entre dois grandes comunicadores, houve também espaço para falar do amor: o amor pelas palavras, pelo diálogo e pela partilha; o amor como vontade e decisão de quem quer construir com futuro; o amor que cresce na cumplicidade, no conhecimento e na aceitação do outro."

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A espia da rainha



Autor: Philippa Gregory
Ano: 2005
Editora: Civilização
Número de páginas: 455

Lido entre 12/11/2013 e 04/02/2014 (85 dias)
Classificação: 3/5


Opinião:
Este livro estava na estante para ser lido desde o natal de 2012, mas só um ano depois resolvi lê-lo. Nunca tinha lido nada desta autora e, sinceramente, não achei nada de especial. Uma rapariga que eu conheço tem Philippa Gregory como escritora preferida e eu, inconscientemente, achei que também iria adorar. Mas, definitivamente, os romances históricos não são exatamente o meu género preferido. Aliás, vê-se logo pelos 85 dias que demorei para ler o livro...
Como é bastante normal, o livro aborda acontecimentos e personagens verídicos, usando uma personagem inventada de modo a conhecermos os tais acontecimentos verdadeiros.


Sinopse:
"No Inverno de 1553, a jovem Hannah, uma judia de 14 anos, e o pai fogem para Londres perseguidos pela Inquisição Espanhola. Fixam-se nesta cidade e abrem uma livraria onde Hannah conhece o Lord Robert Dudley, um aristocrata influente. Dudley apercebe-se de que Hannah tem o dom de ver o futuro e leva-a para a corte para ser o bobo e espiar as irmãs, rivais e pretendentes ao trono, Mary Tudor e Elizabeth. Contratada como bobo, mas a trabalhar como espia, prometida em casamento a um judeu, mas apaixonada por Lord Robert Dudley, ameaçada pelas leis contra a heresia, traição e feitiçaria, Hannah tem que escolher entre a vida segura e tranquila de uma pessoa comum, ou a vida no centro das perigosas intrigas da família real."