terça-feira, 20 de agosto de 2013

Basta!


Autor: Camilo Lourenço
Ano: 2012
Editora: Matéria Prima
Número de páginas: 269

Lido entre 27/07/2013 e 29/07/2013 (3 dias)
Classificação: 3/5


Opinião:
Este foi um livro emprestado pela minha irmã. Disse-lhe que queria lê-lo, pois já tinha lido anteriormente outro livro deste autor ("Como esticar o salário e encurtar o mês") e tinha adorado.
Apesar de ter gostado bastante deste livro, e ter lido 269 páginas em apenas 3 dias (o que para mim é muito bom), dei uma classificação inferior comparativamente com anterior livro, devido a um capítulo um pouco mais enfadonho. Aprendi imensas coisas de economia e finanças, e ajudou-me a organizar o meu pensamento nestas matérias. No entanto, uma vez que o livro não é um romance, é preciso estar concentrada durante a leitura, o que acaba por cansar um bocado. Digamos que é como se estivesse a estudar.
Houve partes mesmo muito interessantes, nomeadamente no diz respeito à produtividade (Portugal é um país que precisa de mais horas para fazer o mesmo trabalho que outros países fazem em metade do tempo) e à emigração. A opinião do autor é tão interessante sobre estes assuntos que ainda hoje falei sobre isso aos meus pais. Gostei também do último capítulo sobre os caminhos a percorrer para recuperar da crise.


Sinopse:
"Depois de três bancarrotas em 34 anos, caso único na Europa, será que ainda não aprendemos a lição?
«Há cerca de 20 anos li um artigo do The Wall Street Journal sobre o que os ex-países de Leste poderiam aprender com a experiência portuguesa (de abertura da economia). Longe estava eu de pensar que os anos seguintes ficariam marcados pelos piores disparates de política económica em Portugal. Disparates que nos estão a custar o futuro.»
Temos uma oportunidade única para inverter o rumo de Portugal. Basta ter coragem.
Um livro esclarecedor, que ajuda a compreender o estado em que o país se encontra e, mais importante, aponta caminhos para evitar erros do passado e recuperar a prosperidade."

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe

 

Publicado por: Angélica

Autor: valter hugo mãe
Ano: 2011
Classificação: 5/5

A minha viagem com valter hugo mãe começou pelo fim. Da sua tetralogia que percorre o tempo completo da vida humana, o primeiro livro que li foi "a máquina de fazer espanhóis", o retrato da velhice. Gostei,mas não me apaixonei e, por isso, o reencontro foi quase casual.
No encontro de escritores que substituiu (se é que se pode substituir o que não é substituível) a Feira do Livro do Porto, cancelada por inaceitáveis razões, estive com o escritor e não resisti a comprar "o remorso de baltazar serapião". Primeiro, porque foi com este livro que o escritor ganhou o Prémio José Saramago, depois porque valter hugo mãe me disse que este seria talvez o livro mais dramático dos quatro. "Quanto pior, melhor", foi mais ou menos isso que lhe respondi.
Desde as primeiras linhas que soube que ia adorar o livro. Esta é uma história violenta e obscura, por vezes, tenebrosa. As personagens são marcadas pela ignorância, que lhes dita e assombra o destino, de tal modo, que quase lhes perdoamos as ações, por mais aterradoras que sejam.
É um livro excecional também pela forma como está escrito, realçando a capacidade criativa do autor. Lê-se compulsivamente e as personagens são tão intensas (e tensas) que me acompanharam até nas horas de sono.
Todos são vítimas de uma educação marcada pela estupidez primária, o que lhes vai amaldiçoar decisivamente as vidas. O remorso chega destrutivo e tarde, como sempre.

Para além de escritor (publicou também um livro de poesia e alguns livros para os mais novos), valter hugo mãe é vocalista do grupo musical Governo e esporadicamente dedica-se às artes plásticas. Venceu o Prémio José Saramago e o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Amour

Amour-poster-french.jpg 

Publicado por: Angélica

Título em português: Amor
Ano: 2012
Género: drama
Realização: Michael Haneke
Argumento: Michael Haneke 

"Amor" é um filme triste e dramático e, simultaneamente, terno e apaziguador. A generosidade, o desespero e, por fim, ou sempre, o amor nas palavras e nos gestos de dois octogenários que enfrentam o período mais doloroso das suas vidas. De registar o desempenho extraordinário de dois reconhecidos atores franceses - Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva.

Filme vencedor da Palma de Ouro, 2012; Globo de Ouro por Melhor Filme Estrangeiro, 2012; Óscar por Melhor Filme Estrangeiro, 2013.


sábado, 27 de julho de 2013

Desamor


Autor: Ricardo Martins Pereira
Ano: 2013
Editora: Oficina do livro
Número de páginas: 175

Lido entre 25/07/2013 e 26/07/2013 (2 dias)
Classificação: 3/5


Opinião:
Este livro foi-me arranjado por alguém que iniciou a sua leitura e não quis continuar a lê-lo. Ao receber o livro, pensei que se calhar também não iria gostar, mas até gostei.
Escolhi este livro para esta altura, uma vez que a última leitura ("Para a minha irmã", de Jodi Picoult) foi bastante "exigente" a nível psicológico e queria ler agora uma coisa mais simples.
Este é um livro que se lê super rapidamente e de fácil leitura. Algumas das histórias são mais interessantes que outras, mas em todas tive vontade de saber como iria acabar. As únicas "críticas" são pelo facto de todas terminarem mal (mas se o livro chama-se "Desamor" tem lógica que acabem mal) e por serem todas histórias contadas por mulheres.

Sinopse:
"Numa altura em que as relações amorosas parecem cada vez mais vulneráveis, e em que as razões para as terminar são cada vez mais triviais, importa olhar para histórias verdadeiras e tentar compreendê-las. Para construir Desamor, o autor analisou centenas de relatos enviados por leitores do seu blogue, O Arrumadinho, e escolheu aqueles que, no conjunto, melhor conseguem espelhar os vários tipos de relações dos dias de hoje. Desamor revela-nos nove casos contados ao pormenor por mulheres que, a dada altura, acreditaram estar a viver um amor verdadeiro e recíproco, mas acabaram com o coração partido. Nestas páginas, há histórias de amores que começam ou acabam por influência das redes sociais, de dificuldades que nascem dos filhos, de relações à distância, de traições, equívocos fatais e paixões antigas. Estas narrativas encaixam em vivências experienciadas por muitos de nós e reflectem a fragilidade de uma grande parte das relações amorosas nos nossos dias."

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Para a minha irmã


Autor: Jodi Picoult
Ano: 2004
Editora: Civilização
Número de páginas: 407

Lido entre 15/07/2013 e 24/07/2013 (10 dias)
Classificação: 5/5


Opinião:
Tenho ideia que quando a minha irmã me emprestou este livro disse-me que era um livro muito pesado (não devido à quantidade de páginas, obviamente) e que "ela" morria. Então, andei o livro todo à espera que ela morresse, bastante desanimada por já saber o final. Mas afinal andei o livro todo enganada.
E não achei o livro nada pesado. Mais pesado foi o "Dezanove minutos".
Adorei o livro! Estava sempre a pensar em arranjar mais um bocadinho de tempo para ler mais umas páginas. E só assim consegui ler uma média de 40 páginas por dia, o que para mim é bastante bom!
Agora estou ansiosa por ver o filme.

Sinopse: 
"Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.
Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna."

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quem ama acredita


Autor: Nicholas Sparks
Ano: 2005
Editora: Presença
Número de páginas: 288

Lido de 25/06/2013 a 14/07/2013 (20 dias)
Classificação: 4/5


Opinião:
Quando comecei a ler este livro, não fazia ideia que já tinha lido a sua continuação. Ou seja, quando li o livro "À primeira vista" não me apercebi que havia um livro anterior a esse. Mas, ao ler "Quem ama acredita", fui reconhecendo personagens e lugares de algo que eu já tinha lido. Fui, então, pesquisar na internet e foi aí que tudo fez sentido! Agora, estou com vontade de reler o livro "À primeira vista". O problema é que já não o tenho e vai ser difícil consegui-lo novamente... Mas pode ser que compense ver o filme baseado no livro.

Sinopse:
"Naquele dia gélido de Dezembro, Jeremy Marsh ia apenas desvendar mais um caso paranormal fraudulento, numa pequena vila perdida na Carolina do Norte. Luzes misteriosas tinham sido avistadas num cemitério antigo que, segundo crença local, se encontrava assombrado. Habituado como estava a denunciar ocorrências semelhantes, Jeremy ia antecipando, enquanto conduzia velozmente pelas vastas planícies do Sul, as possíveis causas lógicas para o fenómeno, aparentemente inexplicável, das luzes. Mas Boone Creek reservava-lhe um desafio muito maior do que qualquer manifestação do além. O jovem jornalista de Manhattan ia ao encontro do seu destino. Mas disso ele não podia sequer suspeitar. Localizado num pequeno vale, rodeado de carvalhos, o cemitério de Cedar Creek era talvez o local mais improvável para encontrar uma beleza sulista, mas foi justamente aí que Jeremy viu surgir por entre o silêncio e a neblina, por entre a folhagem da grande magnólia e os túmulos que começavam a desmoronar-se, a figura esplêndida de uma mulher com os olhos mais extraordinários que alguma vez vira. Passou como uma miragem, tão irreal e enigmática quanto o próprio cenário. Mas o exotismo daquele olhar violeta voltaria a cruzar o caminho de Jeremy, para dissipar, definitivamente, todo o cepticismo do seu coração."

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Palavras nossas - Colectânea de Novos Poetas Portugueses - volume II



Coordenador: Miguel Almeida
Ano: 2012
Editora: Esfera do Caos
Número de páginas: 224

Lido de 25/02/2013 a 02/07/2013 (128 dias)
Classificação: 2/5


Opinião:
Não gosto muito de poesia. Nunca gostei. E esse é o motivo para eu ter demorado tanto tempo a ler.
Este é um livro que reúne vários poetas portugueses, pessoas sem livros publicados, mas com gosto por escrever poesia. É uma forma de dar voz a poetas desconhecidos.
Comprei este livro porque conheço um dos autores e tenho até uma dedicatória desse senhor.
O primeiro volume reunia 30 novos poetas. Este reúne 20, cada um com 8 poemas. Mesmo assim, acho demasiado. Acho que fica um livro demasiado grande. Num próximo volume, poderiam diminuir o número de poetas participantes.
Gostei mesmo da forma como alguns poemas eram escritos, pois revelava gente com imenso talento para a poesia, mas outros achei-os demasiado simples e que até eu, que não sei escrever poesia, os poderia ter escrito.


Sinopse:
"20 novos poetas portugueses dão-nos a conhecer o melhor da sua poesia, até agora desconhecida: Acácio Costa, Anya Pinheiro, Arnaldo Teixeira Santos, Carlos Palhau, Isaura Moreira, Jorge Aragão Treno, Jorge Nuno,Manuel Rosa, Manuela Gomes da Silva, Maria das Dores Gomes da Silva, Maria de Lurdes Cunha, Maria Judite Coelho Cândido, Maria Luísa Silva, Maria Pombo, Maria Silvéria Mártires, Maria Teresa Almeida, Marta Limbado,Micaela Adriana Morais, Rúben De Brito, Vítor Fernandes.
A colectânea Palavras Nossas, com o primeiro volume dado à estampa em 2011 e que agora se apresenta em segundo volume, resulta de um projecto literário que procura dar primazia à novidade e à diversidade: autores que pela primeira vez nos mostram a sua poesia inédita —porque vale a pena dar voz a quem nunca teve a oportunidade de se revelar — e um amplo conjunto de temas e estilos diversificados — porque o mundo em que vivemos é feito de muitas e insuspeitas complexidades."