segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Marte e Vénus na cama


Autor: Jonh Gray
Ano: 1999

Editora: Rocco
Número de páginas: 200

Lido entre 05/04/2008 e 09/04/2008 (5 dias)

Classificação: 2/5


Opinião:
Este é o segundo de uma série de livros que vou ter vergonha de dizer que os li. O primeiro foi "Porque é que as mulheres gostam dos homens". E os próximos serão ainda mais vergonhosos do que estes dois. O:)

Pertence a uma colecção de livros que tem como tema as relações entre homens e mulheres (denominados, se assim se pode dizer, de Marte e Vénus). Já tinha dado uma vista de olhos em vários dos livros desta colecção, mas nunca tinha lido nenhum de uma forma integral.

Não achei nada de especial, embora tenha algumas dicas interessantes. Não adquiri o livro e foi lido por mim nas minhas idas à FNAC do Chiado, quando estava em Lisboa. :)

À espera no centeio


Autor: J. D. Salinger
Ano: 1951

Editora: Difel
Número de páginas: 226

Lido entre 05/03/2008 e 04/04/2008 (31 dias)

Classificação: 3/5


Opinião e sinopse:
Este livro foi-me sugerido e emprestado pelo Ponto. Portanto, eu não o tenho e se alguém o quiser ler também, não me pode pedir emprestado. O:)

"Holden Caulfield, 16 anos, narrador e protagonista desta história, é um adolescente rebelde e impulsivo, que vive preso na angústia inerente ao rumo artificial e hipócrita que a sua vida parece querer tomar. Holden começa por nos contar acerca da sua expulsão de uma importante escola particular, situada nos subúrbios de Nova-Iorque, Pencey Prep. Não é a primeira nem a segunda vez que Holden é expulso de uma escola, e, sabendo que o reitor da instituição escreveu uma carta informativa a seus pais, resolve aproveitar o tempo de circulação do sobrescrito para passear livremente pela grande cidade. Adiar o mais possível o confronto familiar é um dos seus objectivos. Sem dar explicações a ninguém, arruma os seus pertences e parte a meio da noite, três dias antes das aulas terminarem.

Holden deambula por Nova-Iorque, de noite e de dia, conhece pessoas, convida amigos para os copos, raparigas para namorar, e envolve-se em situações paras as quais não se encontra minimamente preparado. Resulta daí uma visão cínica, desencantada, decadente, e predominantemente solitária da vida na metrópole. Contido nessa visão, encontramos um turbilhão de sentimentos que Holden não consegue domar, nem catalogar à medida a sua própria impulsividade. É a impotência perante a inevitabilidade da perda de uma certa inocência de infância; é a indiferença total perante as responsabilidades da vida; é um frustrante e paradoxal estrangulamento da liberdade individual (paradoxal porque Holden não suporta estar só); é enfim, tudo aquilo que qualquer jovem pode sentir, naquela altura da sua vida em que o mundo dos adultos começa a confundir-se com o seu.

Neste contexto geral, há lugar para referências a pequenas coisas, a pormenores mais ou menos insignificantes do nosso dia a dia, aqueles que ninguém se lembra até serem mencionados nalguma obra literária. Este livro é rico nesses saborosos lembretes, o tipo de particularidades que nos ligam à realidade instantaneamente." (
daqui)

"Salinger introduz na literatura americana os recursos da oralidade, com a linguagem espontânea, o calão, os palavrões, o bordão das repetições frequentes, o humor inconsciente, procedendo a uma verdadeira revolução literária, que tornou o livro num clássico da literatura americana do pós-guerra." (
daqui)

Eu gostei bastante de ler. E como era contado na primeira pessoa, tornou-se mais interessante ainda (eu adoro livros na primeira pessoa!). Recomendo!

domingo, 16 de novembro de 2008

Brida

Autor: Paulo Coelho
Ano: 1990
Editora: Círculo de leitores
Número de páginas: à volta de 250

Lido entre 03/03/2008 e 19/03/2008 (17 dias)
Classificação: 1/5


Opinião e sinopse:
Eu não sei por que é que me ofereci para ler todos os livros do Paulo Coelho. Até agora só gostei de um. Os outros todos foram muito maus. Este foi o 4º livro de Paulo Coelho que li.

"Brida é a história real de uma das mais jovens Mestras da Tradição das Feiticeiras. (...) conta os primeiros passos da então menina de 21 anos que, um belo dia, decidiu que seu destino estava profundamente ligado aos mistérios da magia."

Bah, detesto livros deste género de magias e afins!

sábado, 15 de novembro de 2008

Porque é que as mulheres gostam dos homens



Autor: Helena Sacadura Cabral
Ano: 2007

Editora: Guerra e paz editora
Número de páginas: 135

Lido entre 10/02/2008 e 26/02/2008 (17 dias)

Classificação: 3/5


Opinião:
Este foi o 4º livro deste ano, o segundo a ser lido integralmente nas minhas idas à FNAC. O:)

Leu-se super bem porque adorei o tipo de escrita com que me deparei mal abri o livro. Se não me engano li metade do livro de uma das vezes que fui à FNAC e o resto de mais duas visitas a este local.

O livro tinha muitas imagens, algumas delas bem interessantes.

Quanto ao conteúdo, não achei nada de especial. Fiquei sem saber porque é que as mulheres gostam dos homens. Quer dizer, já sabia aquilo tudo; não se disse nada de novo. :)

Mas, mesmo assim, gostei bastante. :)

E eu, que tenho a mania de anotar frases que acho interessantes, anotei apenas esta do livro inteiro:

"O novo homem veste de forma diferente, partilha algumas tarefas domésticas, tem uma visão do mundo mais libertária, não é nosso dono nem nosso inimigo, mas... quando se chega aos sentimentos parece que nada mudou". P.98

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A cidade e as serras


Autor: Eça de Queirós
Ano: 1901

Editora: Jornal de notícias
Número de páginas: 175

Lido entre 07/01/2008 e 26/02/2008 (51 dias)

Classificação: 2/5


Opinião e sinopse:
Antes de mais nada quero dizer que o Eça de Queirós é o meu escritor preferido. Posto isto, irei contar um pouco sobre o livro.

E que melhor descrição fazer senão a descrição que eu mesma fiz, aqui há uns tempos? Portanto, vou transcrever-me a mim própria. :)

"Este foi o 3º livro terminado este ano. Ao contrário da grande maioria dos livros do Eça, este demorou imenso tempo a ser lido por mim. Era um bocado seca, com pouquíssima acção e não gostei muito.

Aliás, eu conseguiria resumir a história em meia dúzia de linhas. Vou tentar desenvolver a ideia e não revelar o final, porque não se devem contar os finais. :)

Jacinto é um português de trinta e tal anos, que vive em Paris há tempo suficiente para se habituar às rotinas daquele lugar. Como é suficientemente rico, tem todas as comodidades e luxos possíveis e imaginários. Uma boa parte do livro descreve os luxos e as novas máquinas que Jacinto vai adquirindo, assim como as vezes em que estas se avariam e a confusão que aquilo provoca.

A meio do livro, Jacinto informa Zé Fernandes - um amigo português que o foi visitar a Paris - que decidiu regressar a Portugal, e ficar neste país por uns tempos, tratando de uns assuntos relacionados com as suas propriedades e os seus antepassados.

Resolve pôr-se a caminho de Portugal com dezenas de malas atrás dele... e a meio do percurso perde-as. Será que ele vai conseguir viver em Portugal, um país incrivelmente atrasado em comparação com todos os luxos que ele dispunha na cidade de Paris, e com o clima da serra tão agreste?"

domingo, 9 de novembro de 2008

A menina que nunca chorava


Autor: Torey Hayden
Ano: 2007

Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 272

Lido entre 02/01/2008 a 04/01/2008 (3 dias)
Classificação: 5/5



Opinião e sinopse:
Este livro foi-me oferecido pelas minhas irmãs, no meu aniversário do ano passado. É a continuação do livro "A menina que não queria falar". Adorei o livro! Foi, aliás, dos melhores livros que li. É completamente viciante e só não li tudo no mesmo dia porque não calhou.

"(...) traça a história verídica de uma criança vítima de abusos que deixou de comunicar com o mundo. Neste segundo volume, encontramos Sheila já com treze anos e a professora que a ajudou na altura a lidar com o seu bloqueio. Inicialmente a adolescente mal se recorda da professora mas lentamente as memórias vêm à superfície reavivando sentimentos hostis como o abandono, insegurança e experiências traumáticas. Apesar de ser um relato com contornos negros, traz-nos surpreendentemente uma versão vencedora de coragem e perseverança. Inicialmente a autora não quis escrever a sequela, mas contrariamente às expectativas e num tributo a Sheila publicou a continuação de uma história de vida comovente."

O que mais me marcou neste livro foi perceber que aqueles meses em que Sheila esteve na turma de Torey não alteraram assim tanto a sua vida, e que esta continuou mais ou menos como dantes. :/

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Uma ilha de sonho



Autor: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Ano: 1995
Editora: Caminho
Número de páginas: 152

Lido entre 30/12/2007 a 04/01/2008 (6 dias)
Classificação: 2/5


Opinião e sinopse:
Até agora só tinha publicado posts sobre filmes e música. Andei sempre a adiar os posts sobre livros, mas vou começar agora a escrevê-los.

Este foi o primeiro livro que li neste ano. Faz parte da colecção "Viagens do Tempo" e é um livro infanto-juvenil. De vez em quando dá-me para pegar em livros destes que há cá em casa. O:)

"Neste livro, o mergulho histórico leva a Ana e o João à ilha da Madeira no tempo em que ali se estavam a instalar as primeiras famílias de colonos. João apaixonou-se por duas raparigas, Esmeralda e Grimanesa e, como não conseguiu decidir de qual delas gostava mais, declarou-se a ambas! Mas as trapalhadas em que se envolveram não foram apenas românticas. Houve intrigas, incêndios e a mais incrível caçada aos ratos que saltavam dos navios para roer as canas-de-açúcar acabadinhas de plantar."

Obviamente que eu já sabia um pouco da História da descoberta da ilha da Madeira, mas com este livro pude aprender quase tudo e de uma forma muito light. Afinal de tudo, é um livro para ser lido por miúdos à volta dos 10 anos.